Hoje, o Supremo Tribunal Federal prossegue a discussão sobre a constitucionalidade das cotas raciais nas universidades. Até o cineasta Spike Lee veio ver.
Noves fora o debate sobre racialização e sobre identificação de raça, vale a pena entrar no mérito de um dos argumentos mais frequentes no debate: o mérito acadêmico. Um dos argumentos contra as cotas é que o cidadão que entra na faculdade por meio delas vem favorecido por critérios mais relaxados que o do vestibular diretão.
SAIBA MAIS
Planilha das notas geral e por cota da UFSJ (Google Docs)
Assista ao vivo ao julgamento do STF (UOL)
O professor Marcelo Träsel, da PUCRS, escreveu um post interessante a respeito. Ele procurou dados de vestibular de cotistas, mas só encontrou os de uma universidade, a Universidade Federal de São João Del Rei. Ela publica a maior e a menor nota por curso e por cota. Só que o original está em PDF, o que me levou a converter o arquivo para ver melhor.
Pela política da universidade (leia aqui), metade das vagas no vestibular ou no SiSU vão para estudantes que passaram a vida inteira em escolas públicas. Essas vagas se dividem entre estudantes brancos e asiáticos de escola pública (cota 1) e estudantes negros, pardos e indígenas de escola pública (cota 2).
Há algumas coisas interessantes a observar nessa planilha, olhando as notas.
O ponto principal é olhar a nota de corte, que é a mais baixa. Já vi amigos que fizeram concurso público se queixarem de que ficaram na nota de corte e só não entraram porque passou na frente alguém da cota da “matrix”, como diz o Jairo Marques. Sempre achei complicada essa zanga.
Se a nota de corte dos cotistas é parelha ou mais alta que a dos que entraram sem cotas, é sinal de que o mérito acadêmico é o mesmo. O argumento da falta de mérito só teria algum mérito caso fosse muito grande a diferença.
Então simplesmente passemos os olhos. Em alguns cursos, como Artes Aplicadas Noturno e Ciências Contábeis Noturno, a nota mais baixa da cota 2 é mais alta que a nota mais baixa da ampla concorrência.
Alguém pode olhar esses números e dizer que, se é assim, esses estudantes não precisariam das cotas para entrar. Mas a questão parece ser outra.
Sempre estudei em escola pública. Na adolescência, quando resolvi prestar vestibular para uma universidade pública, ouvi até de parentes que “pobre não entra” em universidade pública. Que “tem que ter estudado em escola particular” para passar no vestibular. Essas noções estão tão arraigadas no imaginário popular que levam muitos estudantes a desistir antes mesmo de tentar. Talvez isso até explique o fato de eu não lembrar de ver estudantes negros na fila para fazer o vestibular. Devia haver alguns, mas certamente eram bem pouco representados.
As cotas parecem dar um sinal de que estudantes que precisam ralar mais na vida são bem-vindos à universidade. E, se a impressão que a planilha dá for correta, o mérito é o mesmo. Dificilmente a planilha vai mudar a opinião que você tem a respeito, mas vale a pena dar uma olhada.
O que você pensa sobre o assunto? E o que você viu de interessante na planilha?
ATUALIZANDO: A sempre ligada Josélia Aguiar lembrou que há estudos sobre o desempenho de cotistas na Universidade Federal da Bahia. Encontrei alguns, que você pode baixar:
“Avaliação da ação afirmativa no vestibular da UFBA” (PDF)
Com as cotas, alunos de escola pública tinham a mesma chance de serem aprovados que os de fora dela. Sem o sistema de cotas, os aprovados seriam mais jovens do que os reprovados, em todos os anos.“Sistema de cotas e desempenho de estudantes nos cursos da UFBA” (PDF)
Viu a entrada de estudantes que não se candidatavam sem as cotas. Isso seria consequência de uma “demanda reprimida das escolas públicas que, pelo sistema tradicional, classificatório, não teriam nenhuma oportunidade na instituição”.“Vestibular com cotas: análise em uma instituição pública federal” (PDF)
“A análise dos dados UFBA nos permite afirmar que a introdução de um programa de ações afirmativas para alunos oriundos das escolas, negros e índios possibilitou a inserção de estudantes que pelo tradicional sistema universal não teriam logrado êxito em cursos mais competitivos como Medicina, Direito ou Odontologia”“COTISTAS E NÃO-COTISTAS: RENDIMENTO DE ALUNOS DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA” (PDF)
“Em termos de diferenças substantivas no rendimento na universidade – as que realmente importam – não houve uma sistemática superioridade dos estudantes não-cotistas, embora assim previssem críticos do sistema de reserva de vagas.”
E-mail
Bem,eu sou cotista e minha nota ficou muito acima da nota de corte,consegui vaga em uma universidade pública e posso dizer q por mérito próprio,pois fiquei em primeiro lugar no curso escolhido,além disso,a diferença entre um cotista e um não cotista não chega a 30 pontos no Enem.
à Sra. Carolina Andrade acimam que tanto fala de
mérito…foram mais de 400 anos de escravidão, açoite e submissão.
Se fosse no seu lombo você iria enfiar essa sua língua ferina no
orifício necessário e deixar o Estado corrigir o seu erro sim, tal
qual estão fazendo com os perseguidos da DITADURA Militar. Pergunte
ao Sr. Ziraldo..sim este você conhece, não conhece? – Você tem os
tais méritos(…) Enfim, embolsou 100 milhões do Governo Federal em
indenizações. O Estado, não está fazendo mais do que sua obrigação,
equalizar as discrepâncias sociais. Não tem como fugir da
realidade, a próxima vez que você usar o sistema único de saúde, lá
vai estar um “crioulo”, pronto para te ajudar.
Sou contra porque alguém que tira uma nota 6, não merece estar no lugar de alguém que tira a nota 7. Além disso, existem muitas pessoas que lutaram, ralaram para colocar os filhos em escolas particulares para obterem um melhor ensino. Assim, o esforço seria desvalorizado se esse estudante não passasse, porque um outro (da mesma condição social) passou por causa das cotas. Injustiça e preconceito!
vc pode ate estar certo, mas nao é justo o GOVERNO principal responsavel pela educação nao realizar nada!
E vergonhoso ver q pessoas mesmo sendo opostas a essa lei nao realizam nada para mudá-la, e quando fazem realizam tal fato pensando EM SI PROPRIO e acabam por se esquecer de que temos ainda milhares de brasileiros com baixissima renda. De nada adianta ensinar nossas crianças lutarem por seus direitos se nao ensinarmos a lutar tb pelo proximo.
Espero nao ter terminado a discussão sobre este tema. Encontrei o site agora. Tenho opinião ja formada sobre este tema ha muito tempo, principalmente sobre os mitos nos quais se baseiam os que são contra a politica de cota,vamos a eles:
1) Tem de melhorar o ensino publico. Hora , quem na sua são consciência, acredita que , se o Governo passar a investir na escola publica, quem realmente vai estudar nelas, são os ricos e o pobre vai ter que se virar para estudar na escola particular, Vejam quem eram os estudantes de escola publica do passado: Governadores , Prefeitos, empresarios, donos de escolas de hoje, ou estou errado?
2) Não pode alguem que tirou 6 entrar na Facu no lugar de quem tirou 7: esse tipo de argumento parte do principio que sempre um branco vai tirar nota maior do que o negro, de que não há possibilidade de um negro tirar nota maior do que aquele, olhe o preconceito imbutido ai
3) Eu só seria a favor se fosse para pobre: Esse é o melhor argumento da elite pensante, alguem acredita que todos esses que sao contra hoje , nao criariam tambem novos argumentos para dizer que agora sao contra a cota para pobre. O âmago da questão está em farinha pouca meu pirao primeiro
4) A raça é uma só: Fofo esse argumento nao? veja-se o tratamento da policia para um negro e para um branco. Raça realmente é uma , mas na prática, nas favelas, nas filas do SUS, no bolsao da miséira, nas penitenciárias, o que conta é a cor da pele
Convido a todos esses antes de falarem essas frases feitas, irem na Universidade Publica do seu Estado, e pedirem a lista dos aprovados com e sem cota e tirarem sua conclusão
In fine, na verdade quem é contra esse sistema, quer lá no fundo manter a piramide social sem ascensão, como na india com as castas, pois pensam mais ou menos assim: “se esse pessoal que está embaixo de mim subir eu que vou descer pro lugar dele, entenderam? e como o acesso à educação é a ferramenta mais primordial para esse ascensão, tenho que ser contra”.
Pensem nisso
Não é “dando” vaga para alunos negros que a situação dos negros vai mudar. Existe uma coisa que se chama “mérito” e outra que se chama “obrigação do Estado” e com as cotas raciais…o mérito esta sendo desvalorizado , e a obrigação do estado de promover um ensino de base de qualidade nas escolas publicas esta sendo camuflada por cotas que distribuem vagas a quem não tem a menor capacidade de estar ali.
Ah, eu sou contra dar vagas de mão-beijada a quem quer que seja. Mas, havendo um processo seletivo para decidir quem entra nas vagas, o mérito aparentemente também está lá – ainda que com um banquinho. Minha opinião a respeito: vamos olhar os dados de quem são esses alunos e como eles se saem nos estudos.
Tudo bem então, o desempenho dos cotistas não é inferior ao dos demai. Entretanto, que tem isso a ver? O que se questiona é o criterio de admissão. Por que para afrodescendentes? Por causa da “divida” com a escravidão? Mas e daí? Os atuais afrodescendentes são os mesmos que outrora foram escravizados? então consagramos a tese de reencarnação? Gostaria de compreender melhor isso. Que tal cotas para os indigenas?
Existem vestibulares especiais para indígenas. Informe-se melhor. Estude mais. Sempre.
Parece realmente que o Brasil esta evoluindo. Parabens STF!!
Não sou especialista no assunto para discuti-lo com propriedade, mas o estudo da UNB por exemplo traz algumas conclusões interessantes.
Primeiro, nas áreas de engenharias e ciências, que são mais dependentes do “background” do ensino médio em matemática, física e química (disciplinas tradicionalmente mal ensinadas nas escolas públicas), houve sim uma diferença entre o desempenho médio de cotistas e não cotistas, com os últimos, em alguns cursos, tendo médias até 20 % maiores que os primeiros.
Segundo, muitos dos alunos cotistas, pelo menos nesse estudo da UNB, provêm da classe média e média alta. De fato, 40 % dos aprovados no sistema de cotas tinham cursado o ensino médio em colégios particulares e, entre os que vieram de escolas públicas, o estudo não menciona qual porcentagem teve acesso a cursinhos pré-vestibulares. Além disso, como se sabe, na UNB a classificação como cotista ou não cotista é baseada na “raça” autodeclarada.
Como última observação, vale lembrar que como a população de não cotistas é numericamente muito maior no estudo da UNB do que a de cotistas, o intervalo de confiança na estimativa da sua média esperada é menor do que no caso dos cotistas, mas o estudo ignora esses artefatos estatísticos.
Boas observações. Você topa escrever alguns parágrafos com sua análise dos dados? Publico aqui no blog com a devida atribuição.
Excelente observação!
Mais do que o sucesso das cotas, os resultados demonstram o fracasso do vestibular em selecionar os melhores. Talvez a saída não estivesse em adotar cotas, mas em reformular o vestibular, incluindo mesmo provas orais em eventuais segundas-fases (como ocorre na Inglaterra) ou avaliação de objetivos de vida descritos numa redação (como ocorre nos EUA, que, desde o fim dos anos 1970, só tem ações afirmativas, mas não reservas numéricas de vagas).
Eu ainda não consegui ser convencida de que as cotas raciais são uma boa alternativa. Entretanto, sou completamente a favor das cotas para a escola pública. Mas em um ponto devo discordar de vc: as notas são muito diferentes. O que chama atenção é o fato das maiores notas serem bem mais altas para as vagas de ampla concorrência, enquanto as notas de corte se aproximam. Seria preciso ver as notas são calculadas para ver qual a diferença entre erros/acertos de questões.
De qualquer forma, sei que alunos motivados em universidades com boa estrutura pedagógica e bons recursos podem superar rapidamente lacunas anteriores (e isso vale para os alunos de escolas particulares também). Pena que essa não é a realidade do ensino brasilero.
Concordo com a questão de ver como as notas são calculadas. Comparar as maiores notas é mais complicado, porque se um aluno excepcionalmente bom fizer a prova qualquer comparação fica desequilibrada.
Para mim o sistema de cotas vem diminuir a responsabilidade do Estado em garantir um ensino público de qualidade, que realmete se complometa com a qualificação do ensino visando a universidade e não apenas mostrar indices de alfabetização lá fora. Devemos considerar o princípio de igualdade já descrito e garantido na Carta Magna do nosso amado Brasil. Assim não precisaríamos de um artifício, um arranjo, que ao meu ver é inconstitucional.
Considero o sistema de cotas muito mais decriminatoria do que de incusão social, intensifica a razão das diferenças doque a igualdade de direitos, será que isto está correto em continuar?
Acho que o Bonus tem mais conotação com a justiça e com a inclusão social.
Houve um tempo em que eu era ideologicamente contra as cotas pois elas iam contra o princípio do mérito (ou assim eu acreditava), mas agora eu vejo que estas cotas são necessárias, pois elas dão o estimulo necessário a se estudar mais, principalmente por aqueles que ralam duro nas escolas públicas, quer seja branco ou negro. Um aluno pode se sentir desestimulado por acreditar que não tenha chance (mesmo sabendo que tem as habilidades e atitudes necessárias) fazendo sua vontade morrer e perdendo a hora certa de iniciar sua carreira. Com esta ação, o discurso de “pobre não entra” poderá finalmente ficar para trás.
Tenho absoluta certeza que cotas e bonus
é o melhor que podem fazer para nos ajudar, já que vivemos em um pais com tantas injustiças, assim como tenho certeza absoluta que o governo nunca promove uma ação para sair perdendo e nem para ajudar a população.
São apenas simples pensamentos, eu como descendente de negro me sinto envergonhado, será que não temos capacidade para competir ou será que o governo acha que vai esconder a sua incompetência com as escolas públicas e a corrupção? Colocando alguns negros, da elite negra, nas universidades não vai resolver o problema da população negra brasileira? Minha filha passou na UNB pela porta da frente, sem cota. Fiquei muito satisfeito com ela.
Transmita meus parabéns à sua filha. Ela merece.
Parabéns pelo Blog. Gosto do formato e da proposta. Já o estou citando como fonte entre os amigos… Continue. Abraço Fraterno, Marcelo.
Sou contra a politica de cota racial, acho que no Brasil não somos um povo preto, branco, amarelo ou vermelho, somos um povo mestiço. Mas enfim, temos a decisão do STF, afinal ele sempre decide como o PT quer. Acho que o STF já rasgou a Constituição. Esta decisão vai gerar reflexos por anos.
ESSE FAMIGERADO SISTEMA DE COTAS É O MAIS ESCABROSO ARTIFÍCIO UTILIZADO PELO GOVERNO FEDERAL PARA MAQUIAR A SUA INCAPACIDADE DIANTE DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA. NÃO SE DÁ PRIORIDADE A EDUCAÇÃO, DAÍ INVENTA UM SISTEMA DE COTAS INJUSTO PARA AS PESSOAS QUE ESTUDAM REALMENTE, DANDO UM PRÊMIO DE “MÃO BEIJADA” AOS QUE NÃO ESTUDAM O SUFICIENTE.
ABAIXO O SISTEMA DE COTAS, QUE ESSE JORNAL TÁ APOIANDO.
A maioria dos alunos das Federais são brancos e de classe média e rica. Eles tem mais tempo para estudaram em escolas privadas. A cota é um direito e deve se dar um tempo maior para fazer este tipo de comparação, pois só daqu a 6 ou 7 anos estarão formando os que entraram por cota. E é obrigação da Fedrais (mantidas pelos mpostos de todos) dar todo apoio que entraram por cotas (pretos, pardos, indios, empobrecidos) durante todo o curso aos quais estão matriculados.
Marcelo, muito legal o seu blog. Sou cientista político e tenho uma grande queda pelos métodos quantitativos, então foi um grande prazer encontrar alguém que também se interessa pelos dados. Já entrou pra lista dos favoritos! Abração!
INFELIZMENTE,AINDA TEMOS QUE CONVIVER COM O DESCASO DA AUSENCIA DE QUALIDADE E FALTA DE COMPROMISSO DO ESTADO,COM AS ESCOLAS PÚBLICAS,SÓ ASSIM TERÍAMOS POR POUCO TEMPO A FORÇA DE LEI DAS COTAS.
Se não há diferença de capacidade, então o problema é na preparação. Por que não qualificar o ensino público e acabar com essa discriminação? Além de ferir o artigo 5 da CF, o sistema de cotas é injusto porque tenta remediar um problema secular impondo o ônus para uma geração de estudantes. Mudaram as regras do jogo para não enfrentar o problema da educação básica. Como ficam os estudantes (de escolas pública e provada) que não são aprovados no vestibular? Isso não é discriminatório? O Supremo pode considerar legal, mas justo não é mesmo.
Acredito que só deveria haver cotas para estudante de escola pública. Pois existe uma grande diferença de ensino. Já as cotas raciais, são extremamente preconceituosas. Como se os negros tivessem menos inteligência do que os brancos.
Por que afinal, em se tratando de ensino, eles tiveram a mesma oportunidade: escolas particulares ou públicas.. O que eu vi no meu vestibular de 2010 na UFSC, foi que os aprovados pelas cotas raciais tinham, em sua maioria, notas bem mais baixas do que os cotistas de escola pública.
Quem explica isso???
Acredito que só deveria haver cotas para estudante de escola pública. Pois existe uma grande diferença de ensino. Já as cotas raciais, são extremamente preconceituosas. Como se os negros tivessem menos inteligência do que os brancos.
Por que afinal, em se tratando de ensino, eles a mesma oportunidade: particular ou público.. O que eu vi no meu vestibular de 2010 na UFSC, foi que os aprovados pelas cotas raciais tinham, em sua maioria, notas bem mais baixas do que os cotistas de escola pública.
Quem explica isso???
O bônus tem se mostrado mais eficaz do que as cotas.Ele consegue atrair mais estudantes de escolas públicas.O estudante, com o incentivo, se sente mais estimulado a concorrer com os outros candidatos.Assim ele entra mais preparado!o
http://oglobo.globo.com/vestibular/unicamp-32-dos-aprovados-para-2012-vieram-da-rede-publica-4740704
E outra:Falta transparência na avaliação do sistema de cotas nas Universidades brasileiras!!!!Os pró-cotas alegam que os estudantes cotistas têm um desempenho igual ou melhor do que os estudantes não cotistas.Já virou lugar comum.Mas, eles usam como referência somente os dados defasados, incompletos ou tendenciosos(muitas das comissões são compostas por militantes disfarçados)ou ainda metodologia duvidosa.Ou nem se encontra nada(pelo menos deveria ser de fácil acesso).Não dá nem pra contestar,pq n se temacesso.Por que as universidades não divulgam esses dados/Relatórios todos de ano a ano..ou emum período 4 em4 anos um relatório com mais densidade?
Eu concordo que as universidades deviam fornecer mais informações sobre as notas. O Träsel só encontrou os dados dessa universidade. Mas os estudos que estão linkados ali se referem a outras duas universidades e usam dados mais completos, então é possível que as universidades forneçam os dados a pesquisadores. Vale a pena dar uma lida neles.
como assim “militantes difarçados” nas comissões? quem defende é militante, quem é contra, é sensato, sei, sei…
Não disse isso.Defendo uma comissão independente.Sem qualquer pretensão partidária ou eleitoral
O fato é que os pesquisadores q compões as comissões de avaliação utilizam os meios de comunicação para fazer militância pró-cotas e não para contribuir para o debate
É o que eu digo!A diferença,em muitos casos, não é tão grande assim,principalmente nos cursos mais concorridos.Até que ponto a cota é válida??Será que o Bônus, uma medida mais inteligente de incentivo para o estudante de escola pública,já não resolveria o problema??
E isso demoraria quantas décadas??? Precisamos resolver isso ontem, já se fazem quantos anos do fim da escravidão??
Porque essa discriminação com os asiáticos? Entram junto com os “brancos” na cota 1 porque?
Deve ter mais detalhes no documento. Está linkado no post.
Muito bom seu blog! Não sou de falar muito mas tô seguindo. Grande abraço!
Seja sempre bem vindo. Qualquer dica, mesmo que não queira publicar, dê um grito por aqui ou pelo email.
Valeu!