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	<title>Afinal de Contas</title>
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	<description>por Marcelo Soares</description>
	<lastBuildDate>Wed, 17 Apr 2013 14:27:49 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Redução da maioridade cultural &#8211; já</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Apr 2013 13:18:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Soares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[O Senado aprovou ontem uma mudança no Estatuto da Juventude que aumenta a maioridade cultural para os 29 anos de idade. O mesmo país que discute reduzir a idade para pagar pelos próprios crimes resolveu aumentar a idade para pagar <a href="http://afinaldecontas.blogfolha.uol.com.br/2013/04/17/reducao-da-maioridade-cultural-ja/">Continue lendo →</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img class="aligncenter" src="http://f.i.uol.com.br/guia/passeios/images/13064365.jpeg" alt="" width="445" height="334" /></p>
<p>O Senado aprovou ontem uma mudança no Estatuto da Juventude que aumenta a maioridade cultural para os 29 anos de idade. O mesmo país que discute reduzir a idade para pagar pelos próprios crimes resolveu aumentar a idade para pagar pelo próprio ingresso.</p>
<p>Trata-se de um absurdo. Aos 29 anos de idade:</p>
<ul>
<li>minha mãe tinha três filhos;</li>
<li>minha avó era viúva do primeiro marido;</li>
<li>Jon Lord já havia composto o Concerto for Group and Orchestra;</li>
<li>Federico Fellini estava gravando seu primeiro filme, &#8220;Mulheres e Luzes&#8221;;</li>
<li>Quentin Tarantino estava lançando &#8220;Cães de Aluguel&#8221;;</li>
<li>Amy Winehouse havia feito uma carreira inteira e morrido;</li>
</ul>
<p>Você pode argumentar que a maioridade cultural mais alta será apenas para jovens de baixa renda, beneficiários de programas sociais. Legal. Mas não foi ainda outro dia que estavam aprovando o <a href="http://www.brasil.gov.br/sobre/cultura/iniciativas/vale-cultura">vale-cultura</a> para o trabalhador?</p>
<p>E por que só quem é pobre tem maioridade cultural mais alta? Renda baixa faz demorar mais o amadurecimento cultural? Quem tem renda baixa começa a trabalhar até mais cedo do que quem tem renda mais alta. Atenção: isso <strong>não significa</strong> que eu defenda que quem tem renda mais alta deva ter a maioridade cultural aumentada também.</p>
<p>E por que aos 29 anos, e não aos 18 (mesma idade da maioridade legal), 21 (idade da maioridade plena) ou 24 (idade máxima para receber pensão alimentícia)? Por que não aos 37 ou aos 42, já que se está aumentando mesmo? Aí o cara passa 18 anos pagando inteira pra voltar a pagar meia quando chegar à &#8220;melhor idade&#8221;, que tal?</p>
<p>Eu sou plenamente a favor da redução da maioridade cultural. Nem quando eu tinha carteirinha de estudante de pós-graduação tinha coragem de pedir meia-entrada (quando eu estava na faculdade não existia meia-entrada na minha cidade). Acho absurdo alguém que trabalha não poder pagar pelo próprio ingresso. É o mínimo, e é de vez em quando.</p>
<p>Ah, mas como quem é mais pobre vai pagar pelo próprio ingresso?</p>
<p>Aí tem duas pontas. Uma ponta, a da demanda, é o sujeito trabalhar. A outra é o lado da oferta: o preço exorbitante do ingresso. Tanto que os produtores de espetáculos elogiaram a medida. Isso demonstra que a medida não toca no preço.</p>
<p>Como não, você pergunta? Simples. Para dar conta do alto volume de meias-entradas, as casas de espetáculos aumentaram o preço dos seus ingressos. Li recentemente uma confissão de um produtor de festival, dizendo que o preço justo seria o preço da meia, pago por 95% dos seus espectadores.</p>
<p>Limitar a cota de quem paga meia, porém, apenas tangencia o problema.</p>
<p>Você certamente já viu preços de produtos que consome subirem quando sobem os preços dos combustíveis. Fica mesmo mais caro levar o produto de um lado para o outro. Mas já viu os mesmos preços caírem quando o preço dos combustíveis cai?</p>
<p>Nessa lógica econômica, o que o Senado fez, na verdade, foi criar uma cota de 60% de ingressos que pagam dobrado, que por marquetim chamam &#8220;inteira&#8221;.</p>
<p>Aliás: 40% do quê? Do total de assentos ou do total de ingressos vendidos? Ninguém tem como saber exatamente quantos ingressos vai vender, então suponho que sejam 40% do total de assentos. E, tirando estreias de blockbusters, você costuma ver cinema lotar? Duvido que a maior parte dos teatros lote, também.</p>
<p>Ou seja: o incentivo à meia-inteira e à inteira-dobrada continuará onde sempre esteve, exceto em casos excepcionais. E assim segue a vida no país das prioridades invertidas.</p>
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		<item>
		<title>É besteira comparar o tomate ao Marco Feliciano</title>
		<link>http://afinaldecontas.blogfolha.uol.com.br/2013/04/08/tomate/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Apr 2013 15:48:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Soares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Certa manhã, ao despertar de sonhos intranquilos, a turma do Facebook descobriu que o tomate estava caro. Desde quarta, mais ou menos, o tomate rivaliza com o pastor Marco Feliciano no protagonismo de piadinhas. Se alguém resolver jogar um tomate no <a href="http://afinaldecontas.blogfolha.uol.com.br/2013/04/08/tomate/">Continue lendo →</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 592px"><img class=" " src="http://f.i.uol.com.br/fotografia/2012/06/10/155928-970x600-1.jpeg" alt="" width="582" height="360" /><p class="wp-caption-text">John Vizcaino/Reuters &#8211; 10.jun.2012</p></div>
<p>Certa manhã, ao despertar de sonhos intranquilos, a turma do Facebook descobriu que o tomate estava caro. Desde quarta, mais ou menos, o tomate rivaliza com o pastor Marco Feliciano no protagonismo de piadinhas. Se alguém resolver jogar um tomate no polêmico deputado, a internet certamente implode.</p>
<p>Por pouco cozinhar em casa e raramente frequentar a seção de hortaliças do supermercado, a notícia caiu como uma bomba na turma quando <a href="http://www1.folha.uol.com.br/comida/1256621-tradicional-cantina-italiana-em-pinheiros-fara-boicote-ao-tomate.shtml">uma cantina resolveu boicotar</a> a fruta e bater bumbo a respeito nas redes sociais. O xará Marcelo Katsuki, cujos posts deixam a gente com água na boca, <a href="http://marcelokatsuki.blogfolha.uol.com.br/2013/04/05/receita-do-momento-caviar-de-tomate/">traça bem a origem do meme</a>. Difícil uma cantina ganhar mais propaganda gratuita do que isso.</p>
<p>Como todo meme, esse é de uma bobagem atroz. Como <a href="http://www1.folha.uol.com.br/colunas/viniciustorres/1258622-pisar-no-freio-ou-no-tomate.shtml">bem lembrou</a> mestre Vinicius Torres Freire, &#8220;o fruto tornou-se o bode expiatório da alta geral dos preços da comida, com perdão pela dissonância biológica, e de certo cansaço com três anos de inflação rodando em torno de 6%&#8221;.</p>
<p>Já em setembro do ano passado, o caderno Comida lembrava que o tomate tinha <a href="http://www1.folha.uol.com.br/comida/1155026-especialistas-criticam-o-tomate-brasileiro-cujo-preco-e-o-maior-dos-ultimos-dez-anos-em-sp.shtml">o maior preço dos últimos dez anos</a> em São Paulo. O preço do tomate chegou a cair entre setembro e novembro, mas depois voltou a subir forte, segundo os índices de inflação do IBGE (uso o IPC-A, que abrange a faixa de renda da maior parte dos usuários de redes sociais).</p>
<p>Na Região Metropolitana de São Paulo, o aumento chegou a 30% em fevereiro, no que foi atribuído especialmente ao clima. Em julho, porém, o preço chegou a aumentar 34%, chegando em agosto a um preço bastante semelhante ao atual. Não lembro de ver tantas donas de casa indignadas com o preço do tomate &#8211; embora fosse grave.</p>
<p>A evolução do preço ficou assim:</p>
<p style="text-align: center"><img class="aligncenter" src="https://docs.google.com/a/intelitexto.com/spreadsheet/oimg?key=0AsaEDlBASy8BdG90d211NmpIdnVqNDVSRjhGT294LXc&amp;oid=1&amp;zx=zf47g15jf7t2" alt="" width="450" height="320" /></p>
<p>Não é, ao menos ainda, o caso de tratar tomate como caviar. Se o aumento é sazonal, é prenúncio de queda. E, de acordo com o IBGE, o tomate pesava 0,17% no orçamento do paulistano em janeiro do ano passado e hoje pesa 0,23%. É um aumento significativo, sim. Mas o combustível, que alimenta o grande fetiche paulistano pelo carro, ainda pesa 5,7% no orçamento, segundo o IBGE. Haja tomate caro pra rivalizar.</p>
<p>Não vejo muita gente tratando carro como caviar no Facebook, o que pra mim caracteriza a grita contra o tomate como modinha boba com coisa séria.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Nova York abre dados públicos até de barulho de carrinho de sorvete</title>
		<link>http://afinaldecontas.blogfolha.uol.com.br/2013/04/01/nova-york-abre-dados-publicos-ate-de-barulho-de-carrinho-de-sorvete/</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Apr 2013 12:44:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Soares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[O resumo semanal do New York Times publicado hoje pela Folha conta a história de como os sherlock holmes digitais do Gabinete de Planejamento Político e Estratégico de Nova York cruzaram dados públicos digitais para identificar 95% dos restaurantes porcalhões <a href="http://afinaldecontas.blogfolha.uol.com.br/2013/04/01/nova-york-abre-dados-publicos-ate-de-barulho-de-carrinho-de-sorvete/">Continue lendo →</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O resumo semanal do New York Times publicado hoje pela Folha <a href="http://www1.folha.uol.com.br/tec/1254525-bancos-de-dados-podem-conter-solucoes-para-problemas-dificeis.shtml">conta a história</a> de como os sherlock holmes digitais do Gabinete de Planejamento Político e Estratégico de Nova York cruzaram dados públicos digitais para identificar 95% dos restaurantes porcalhões que entupiam de gordura os esgotos da cidade. Diz o texto:</p>
<blockquote><p>Pela modesta soma de US$ 1 milhão, num momento em que reduções orçamentárias exigem maior eficiência, o esquadrão duplicou nos últimos três anos o sucesso das autoridades municipais em encontrar lojas que vendiam cigarros contrabandeados, acelerou a retirada de árvores destruídas pelo furacão Sandy e ajudou a guiar os inspetores imobiliários diretamente até os edifícios onde as leis estavam sendo violadas e onde incêndios catastróficos tinham mais chances de acontecer.</p></blockquote>
<div>
<p>Nova York abre uma variedade fascinante de dados públicos na internet. Quem acessa o endereço <a href="https://nycopendata.socrata.com/">https://nycopendata.socrata.com/</a> pode acessar, entre outros, dados sobre:</p>
<ul>
<li><a href="https://nycopendata.socrata.com/Media/Wifi-Hotspot-Locations/ehc4-fktp">Hotspots abertos de wi-fi na cidade</a></li>
<li><a href="https://nycopendata.socrata.com/Transportation/Subway-Entrances/drex-xx56">Saídas do metrô</a></li>
<li><a href="https://nycopendata.socrata.com/Environmental-Sustainability/Electric-Consumption-by-ZIP-Code-2010/74cu-ncm4">Consumo de energia elétrica por CEP</a></li>
<li><a href="https://nycopendata.socrata.com/Social-Services/Zip-Codes-Map/zsjh-u7ve">Mapa dos CEPs</a></li>
<li><a href="https://nycopendata.socrata.com/Health/Restaurant-Inspection-Results/4vkw-7nck">Resultados de inspeção de restaurantes</a></li>
<li><a href="https://nycopendata.socrata.com/Business-and-Economic/Filming-Locations-Scenes-from-the-City-/qb3k-n8mm">Mapa de locações de filmes na cidade</a></li>
<li><a href="https://nycopendata.socrata.com/Transportation/Parking-Tickets/yyiw-ypks">Lista de multas por estacionamento proibido</a></li>
<li><a href="https://nycopendata.socrata.com/Facilities-and-Structures/Map-of-Bathrooms/swqh-s9ee">Mapa de banheiros públicos</a></li>
<li><a href="https://nycopendata.socrata.com/Statistics/Public-Pay-Telephone-Wifi-Metrics/2zez-gixy">Uso de wi-fi em telefones públicos que são hotspots</a></li>
<li><a href="https://nycopendata.socrata.com/Environmental-Sustainability/Street-Tree-Census-Manhattan-/e6n3-m3vc">Censo de árvores na rua</a></li>
<li><a href="https://nycopendata.socrata.com/Business-and-Economic/Laundromats/2zzj-3hqt">Lavanderias</a></li>
<li><a href="https://nycopendata.socrata.com/Facilities-and-Structures/Public-Pay-Telephone-Locations/t7sx-id53">Localização de telefones públicos</a></li>
<li><a href="https://nycopendata.socrata.com/Transportation/Bicycle-Parking/qpbf-g2yx">Estacionamentos de bicicleta</a></li>
<li><a href="https://nycopendata.socrata.com/Facilities-and-Structures/Parking-Facilities/axfu-tjyt">Estacionamentos de carros</a></li>
<li><a href="https://nycopendata.socrata.com/Social-Services/2012-Summer-Ice-Cream-Truck-Noise/qxpf-x8zw">Reclamações sobre barulho de carrinhos de sorvete</a></li>
</ul>
<p>Em São Paulo, a capital mais rica do Brasil, estamos longe de ter essa riqueza de dados disponível para o público em geral. (Alguém poderia argumentar, e com razão, que estamos longe inclusive de ter banheiros públicos para ter mapas abertos.)</p>
<p>É uma pena, porque esses dados abertos beneficiam todo mundo, não apenas a prefeitura.</p>
<p>Com esses dados, um desenvolvedor novaiorquino pode criar por exemplo um aplicativo que mostre onde há banheiros públicos perto de hotspots abertos de wi-fi para o cidadão poder assistir vídeos no YouTube na hora do aperto. Com os dados de uso do wi-fi quando é transmitido em hotspots em telefones públicos, pode inclusive dar indicadores da qualidade do serviço.</p>
</div>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Não existe meia entrada no país do rock gourmet</title>
		<link>http://afinaldecontas.blogfolha.uol.com.br/2013/03/27/nao-existe-meia-entrada-no-pais-do-rock-gourmet/</link>
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		<pubDate>Wed, 27 Mar 2013 17:13:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Soares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Área vip refrigerada. Ingressos exorbitantes. Bebida cara. Esse é o mundo descrito hoje pela Ilustrada na reportagem &#8220;Cancelamentos, encalhe e inflação geram incerteza sobre megashows no Brasil&#8220;. Esse é o mundo do &#8220;rock gourmet&#8221; (na feliz expressão do blog Velho Punk). <a href="http://afinaldecontas.blogfolha.uol.com.br/2013/03/27/nao-existe-meia-entrada-no-pais-do-rock-gourmet/">Continue lendo →</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Área vip refrigerada. Ingressos exorbitantes. Bebida cara. Esse é o mundo descrito hoje pela Ilustrada na reportagem &#8220;<a href="http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1252722-cancelamentos-encalhe-e-inflacao-geram-incerteza-sobre-megashows-no-brasil.shtml">Cancelamentos, encalhe e inflação geram incerteza sobre megashows no Brasil</a>&#8220;. Esse é o mundo do &#8220;rock gourmet&#8221; (<a href="http://www.punknet.com.br/velho-punk-75-a-era-do-rock-gourmet/">na feliz expressão do blog Velho Punk</a>).</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img src="http://f.i.uol.com.br/folha/ilustrada/images/12099552.jpeg" alt="" width="550" height="367" /><p class="wp-caption-text">Marcelo Justo/Folhapress &#8211; abril de 2012</p></div>
<p><img class="alignright" src="http://f.i.uol.com.br/folha/ilustrada/images/13085354.gif" alt="" width="108" height="419" />Os empresários de espetáculos reclamam da meia-entrada, responsável hoje segundo eles pela maior parte dos ingressos vendidos &#8211; seja legítima, de quem é estudante mesmo, seja fraudada por quem não é.</p>
<p>Idosos também pagam meia, geralmente.</p>
<p>Cinemas mantidos por bancos e outras empresas em projetos subsidiados pelas leis de incentivo à cultura também dão meia-entrada para clientes do banco ou empresa mantenedora, que dá nome ao espaço.</p>
<p>Com tudo isso, os preços são reajustados. Cinema custa caro. Show custa absurdamente caro. A Ilustrada calculou, em valores atualizados, quanto teria custado o ingresso em festivais dos anos 90, em comparação com os do Lollapallooza (maior evento do &#8220;rock gourmet&#8221; no Brasil).</p>
<p>Num post do blog &#8220;Caro Dinheiro&#8221;, o professor Samy Dana calculou que o Brasil tem <a href="http://carodinheiro.blogfolha.uol.com.br/2013/01/24/a-maldicao-das-carteirinhas-de-estudantes-em-cartaz-em-todos-cinemas-do-pais/">o quarto ingresso de cinema mais caro do mundo</a>. Ele cita um dado da associação dos exibidores de cinema de Minas Gerais, dizendo que três a cada quatro ingressos são comprados com carteirinha de estudante.</p>
<p>Não existe meia entrada no país do rock gourmet. Existe entrada inteira, para quem paga meia, e dobrada, para nós trouxas.</p>
<p>Pessoalmente, sou a favor de abolir a entrada inteira/dobrada e cobrar meia/inteira de todo mundo de uma vez.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Os &#8216;inafiançáveis&#8217; R$ 333 milhões de Lula e Dilma</title>
		<link>http://afinaldecontas.blogfolha.uol.com.br/2013/03/26/os-inafiancaveis-r-333-milhoes-de-lula-e-dilma/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Mar 2013 22:41:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Soares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Em reportagem do Paulo Gama, publicada hoje no site da Folha, o ex-presidente Lula diz que &#8220;não só se deveria aprovar o financiamento público de campanha como tornar crime inafiançável o financiamento privado&#8221;. Curioso. Lula só se elegeu presidente depois <a href="http://afinaldecontas.blogfolha.uol.com.br/2013/03/26/os-inafiancaveis-r-333-milhoes-de-lula-e-dilma/">Continue lendo →</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img class="aligncenter" src="http://f.i.uol.com.br/folha/poder/images/13085422.jpeg" alt="" width="508" height="294" /></p>
<p>Em reportagem do Paulo Gama, publicada hoje no site da Folha, o ex-presidente Lula diz que &#8220;não só se deveria aprovar o financiamento público de campanha como tornar crime inafiançável o financiamento privado&#8221;.</p>
<p>Curioso. Lula só se elegeu presidente depois de abraçar afetuosamente o financiamento privado, em 2002.</p>
<blockquote><p><strong>LEIA MAIS:</strong> <a href="http://ocustodovoto.blogfolha.uol.com.br/2012/12/31/o-custo-do-voto/">Uma campanha de cinco itaquerões</a></p></blockquote>
<p>Naquele ano, ele se elegeu declarando ter gasto inafiançáveis R$ 21,1 milhões (R$ 43 milhões corrigidos pela inflação).</p>
<p>Em 2006, se reelegeu declarando ter gasto inafiançáveis R$ 91,5 milhões (R$ 134,7 milhões corrigidos).</p>
<p>Em 2010, elegeu sua sucessora declarando ter gasto inafiançáveis R$ 135,5 milhões (R$ 155,8 milhões corrigidos).</p>
<p>Somando os valores atualizados, foram &#8220;inafiançáveis&#8221; R$ 333 milhões que elegeram o ex-presidente e a atual. Tudo devidamente declarado, de acordo com a lei.</p>
<p>A maior parte desses recursos veio de empreiteiras e bancos &#8211; mesmas empresas que bancaram, generosamente e sem rebate fiscal pelas leis de incentivo à cultura, a produção do filme &#8220;Lula, o Filho do Brasil&#8221;. Com esses relacionamentos, faz-se <a href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/1251454-lula-levou-diretor-da-odebrecht-em-viagem-oficial-a-africa.shtml">amizades de viajar junto</a>. Curioso, aliás, Lula dizer uma frase dessas na semana em que saiu essa revelação.</p>
<p>O raciocínio que leva à frase exacerbada é comum: a influência financeira de grandes empresas sobre as campanhas eleitorais desequilibra as campanhas. Essa é uma constatação verdadeira. A partir dela, pode-se tirar duas conclusões opostas:</p>
<ol>
<li>Como a influência do dinheiro na eleição abre porta para relacionamentos pouco saudáveis, é preciso proibir as doações privadas, pedindo um pouco mais de grana do eleitor</li>
<li>Como a influência do dinheiro na eleição abre a porta para relacionamentos pouco saudáveis, é preciso tornar esse financiamento o mais transparente possível para que o eleitor possa identificar quando os interesses não são republicanos</li>
</ol>
<p>Mestre Elio Gaspari contou diversas vezes em sua coluna uma história de 2004, em que alguns parlamentares petistas propuseram que o partido desse radical transparência a suas contas eleitorais na internet. Delúbio Soares, então tesoureiro do partido, teria retrucado: &#8220;transparência assim é burrice&#8221;. Inteligência, para ele, seriam os &#8220;recursos não contabilizados&#8221;.</p>
<p>Seria um ato de extrema fé no bom senso humano acreditar que uma proibição do caixa-um desencoraje empresas de usar dinheiro para influir na política. Sei que a maior parte dos defensores desse tipo de proposta tem boa intenção, mas acho que eles acreditam demais na boa fé alheia.</p>
<p>O mais provável é que, proibindo-se o caixa-um, o pedaço do financiamento eleitoral que se torna a cada eleição mais transparente volte inteirinho à escuridão do lado de baixo dos panos, &#8220;não contabilizado&#8221;, enquanto as mãos da classe política entram ainda mais fundo no bolso do eleitor para financiar o lado de cima dos panos, &#8220;puro&#8221;, &#8220;público&#8221;.</p>
<p>Isso sim deveria ser crime inafiançável.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Boate Kiss: autoridade que nega informação deve estar escondendo algo</title>
		<link>http://afinaldecontas.blogfolha.uol.com.br/2013/03/25/boate-kiss-autoridade-que-nega-informacao-deve-estar-escondendo-algo/</link>
		<comments>http://afinaldecontas.blogfolha.uol.com.br/2013/03/25/boate-kiss-autoridade-que-nega-informacao-deve-estar-escondendo-algo/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 25 Mar 2013 20:58:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Soares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direito de Acesso]]></category>

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		<description><![CDATA[O Felipe Bächtold, correspondente da Agência Folha em Porto Alegre, informa hoje no site da Folha que, após denúncia anônima de sonegação de provas, a Polícia Civil e o Ministério Público recolheram na Prefeitura de Santa Maria uma caixa com <a href="http://afinaldecontas.blogfolha.uol.com.br/2013/03/25/boate-kiss-autoridade-que-nega-informacao-deve-estar-escondendo-algo/">Continue lendo →</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Felipe Bächtold, correspondente da Agência Folha em Porto Alegre, <a href="http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1252116-prefeitura-ocultou-documentos-sobre-a-boate-kiss-diz-inquerito.shtml">informa hoje no site da Folha</a> que, após denúncia anônima de sonegação de provas, a Polícia Civil e o Ministério Público recolheram na Prefeitura de Santa Maria uma caixa com documentos até agora desconhecidos sobre a boate Kiss, que pegou fogo no dia 27 de janeiro.</p>
<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1252116-prefeitura-ocultou-documentos-sobre-a-boate-kiss-diz-inquerito.shtml">Da reportagem do Felipe</a>:</p>
<blockquote><p>&#8220;A caixa continha um ofício que é considerado pelos delegados como o &#8220;mais importante&#8221; entre os papéis obtidos do município. O arquivo trazia a informação de que, em 2009, um arquiteto da prefeitura apontou quase 30 falhas de estrutura que deveriam ser corrigidas na boate. Ainda assim, diz a polícia, a administração municipal concedeu licenças para o estabelecimento.&#8221;</p></blockquote>
<p style="text-align: center"><img class="aligncenter" src="http://f.i.uol.com.br/fotografia/2013/01/27/235154-970x600-1.jpeg" alt="" width="582" height="360" /></p>
<p>Fiz parte da equipe que cobriu o caso da boate nos primeiros dias após o incêndio.</p>
<p>No dia 29, primeiro dia em que os órgãos municipais abriram suas portas, fui cedo até a prefeitura e sentei na sala da Secretaria de Obras junto com todos os munícipes que queriam protocolar ou se informar sobre obras e inspeções em seus imóveis. A secretaria funciona num prédio público gaúcho da década de 1960, com paredes adornadas por um estilo de arte que eu apelidei de &#8220;realismo brizolista&#8221;:</p>
<p style="text-align: center"><img class="aligncenter" src="https://pbs.twimg.com/media/BBxrDYGCEAAISu9.jpg:large" alt="" width="491" height="491" /></p>
<p>Tirei minha senha e esperei, como qualquer um deve fazer. Ao ser atendido, minha primeira pergunta foi: &#8220;documentos de fiscalização de prédios são públicos, certo?&#8221;</p>
<p>A atendente disse: &#8220;claro&#8221;.</p>
<p>Eu: &#8220;então. Preciso de cópias dos documentos de inspeção na boate Kiss.&#8221;</p>
<p>A funcionária pública ficou pálida e se dirigiu a uma sala nos fundos para deliberar. Ao voltar, disse que não poderia fornecer os dados, porque eu sou jornalista e o caso era especial.</p>
<p>Argumentei: &#8220;mas não estou pedindo nada além do que qualquer cidadão pode pedir; se aquela senhora ali quiser se informar sobre a obra de um vizinho, não pode?&#8221;</p>
<p>Ela: &#8220;pode, mas o sr. é jornalista&#8221;.</p>
<p>Ou seja: para as autoridades dispostas a ocultar informação, jornalista tem menos direito a receber informações públicas do que qualquer outro cidadão.</p>
<p>Nisso, ela me levou para tomar duas horas de chá de banco no quarto andar do prédio da prefeitura. Saí de mãos abanando. Naquela manhã, me informaram, os secretários estavam todos reunidos para deliberar sobre os documentos da Kiss.</p>
<p>À tarde, o prefeito convocou uma entrevista coletiva para distribuir cópias dos alvarás e da planta, para demonstrar a transparência da prefeitura. Eu estava na entrevista coletiva e, admito, fiquei satisfeito com os documentos. Até perguntei se havia mais, mas disseram que não havia. (<a href="http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1222665-prefeitura-e-bombeiros-se-eximem-de-culpa-da-tragedia-na-kiss.shtml">Leia a reportagem que publicamos no dia</a>.)</p>
<p>Naquele momento, os documentos fornecidos colocaram a batata-quente na mão dos bombeiros (<a href="http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1223320-bombeiros-de-santa-maria-tiveram-2-meses-para-constatar-teto-inflamavel-na-kiss.shtml">leia a reportagem que publicamos</a>) &#8211; que certamente mereciam, pelo que definiu o inquérito . Mas, como a polícia apurou, eles não estavam sozinhos no mérito.</p>
<p>O que se aprende com isso: quando as autoridades enrolam muito para fornecer informações públicas, pode ter certeza de que estão escondendo alguma coisa.</p>
<p>Não sei se a polícia civil santamariense vai fundamentar com isto, mas a <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12527.htm">Lei de Acesso a Informações Públicas</a> , em seu artigo 32, determina:</p>
<blockquote><p>Art. 32.  Constituem condutas ilícitas que ensejam responsabilidade do agente público ou militar:</p>
<p>I &#8211; recusar-se a fornecer informação requerida nos termos desta Lei, retardar deliberadamente o seu fornecimento ou fornecê-la intencionalmente de forma incorreta, incompleta ou imprecisa;</p>
<p>II &#8211; utilizar indevidamente, bem como subtrair, destruir, inutilizar, desfigurar, alterar ou ocultar, total ou parcialmente, informação que se encontre sob sua guarda ou a que tenha acesso ou conhecimento em razão do exercício das atribuições de cargo, emprego ou função pública;</p>
<p>III &#8211; agir com dolo ou má-fé na análise das solicitações de acesso à informação;</p>
<p>IV &#8211; divulgar ou permitir a divulgação ou acessar ou permitir acesso indevido à informação sigilosa ou informação pessoal;</p>
<p>V &#8211; impor sigilo à informação para obter proveito pessoal ou de terceiro, ou para fins de ocultação de ato ilegal cometido por si ou por outrem;</p>
<p>VI &#8211; ocultar da revisão de autoridade superior competente informação sigilosa para beneficiar a si ou a outrem, ou em prejuízo de terceiros; e</p>
<p>VII &#8211; destruir ou subtrair, por qualquer meio, documentos concernentes a possíveis violações de direitos humanos por parte de agentes do Estado.</p>
<p>§ 1<span style="text-decoration: underline"><sup>o</sup></span>  Atendido o princípio do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, as condutas descritas no <strong>caput</strong> serão consideradas:</p>
<p>I &#8211; para fins dos regulamentos disciplinares das Forças Armadas, transgressões militares médias ou graves, segundo os critérios neles estabelecidos, desde que não tipificadas em lei como crime ou contravenção penal; ou</p>
<p>II &#8211; para fins do disposto na <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8112cons.htm">Lei n<span style="text-decoration: underline"><sup>o</sup></span> 8.112, de 11 de dezembro de 1990</a>, e suas alterações, infrações administrativas, que deverão ser apenadas, no mínimo, com suspensão, segundo os critérios nela estabelecidos.</p>
<p>§ 2<span style="text-decoration: underline"><sup>o</sup></span>  Pelas condutas descritas no <strong>caput</strong>, poderá o militar ou agente público responder, também, por improbidade administrativa, conforme o disposto nas <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/l1079consol.htm">Leis n<span style="text-decoration: underline"><sup>os</sup></span> 1.079, de 10 de abril de 1950</a>, e <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8429.htm">8.429, de 2 de junho de 1992. </a></p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Twitter e TV: tudo a ver</title>
		<link>http://afinaldecontas.blogfolha.uol.com.br/2013/03/21/twitter-e-tv-tudo-a-ver/</link>
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		<pubDate>Thu, 21 Mar 2013 21:18:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Soares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu sei exatamente a hora de parar de olhar o Twitter: logo depois do Jornal Nacional, quando os fãs de novela e BBB tomam conta. Não julgo: cada um se diverte como preferir; a questão é que nesse horário eu <a href="http://afinaldecontas.blogfolha.uol.com.br/2013/03/21/twitter-e-tv-tudo-a-ver/">Continue lendo →</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sei exatamente a hora de parar de olhar o Twitter: logo depois do Jornal Nacional, quando os fãs de novela e BBB tomam conta. Não julgo: cada um se diverte como preferir; a questão é que nesse horário eu simplesmente SEI que não vai sair quase nada que me interesse no Twitter e que, caso eu poste alguma coisa, os amigos não vão ler.</p>
<p><img class="alignright" src="http://f.i.uol.com.br/fotografia/2013/01/04/226199-400x600-1.jpeg" alt="" width="320" height="480" />O barulho no Twitter, de certa forma, serve como um indicador da popularidade de programas de televisão &#8211; que cada vez mais utilizam recursos de integração com redes sociais para engajar a &#8220;segunda tela&#8221; de sua audiência. Por isso é que celebridades da TV estão entre os mais seguidos do Twitter brasileiro. Por isso é que subcelebridades da TV como a vistosa Nicole Bahls (ao lado) fazem questão de ir lá interagir com a plateia.</p>
<p>Sendo assim, será que dá para medir a audiência dos programas com isso? Parece que nos EUA a coisa se encaminha por aí, embora ainda tenha muito chão pela frente para termos uma medida mais certeira.</p>
<p>Ontem, o instituto Nielsen (análogo ao Ibope nos EUA, e que tem parceria com o daqui na medição da audiência online) <a href="http://www.nielsen.com/us/en/newswire/2013/new-study-confirms-correlation-between-twitter-and-tv-ratings.html">divulgou um estudo</a> que aponta forte correlação entre o barulho no Twitter e os índices de audiência de programas de TV. Isso varia de acordo com a faixa etária, mas tem um bom grau de acerto:</p>
<blockquote><p>&#8220;Especificamente, o estudo descobriu que, para a faixa etária de 18 a 34 anos, um aumento de 8,5%  no volume de tweets corresponde a um aumento de 1% na audiência da TV nos episódios de estreia, e um aumento de 4,2% no volume de tweets corresponde a um aumento de 1% na audiência dos episódios de meio de temporada. Além disso, um aumento de 14% no volume de tweets está associado a um aumento de 1% na audiência de programas para a faixa etária de 35 a 49 anos, refletindo uma relação mais forte entre Twitter e TV para os públicos mais jovens.&#8221;</p></blockquote>
<p>Correlação não é causação; significa que os dois fatores variam juntos dentro de um determinado limite. Não é o Twitter que causa a audiência, e provavelmente não é a audiência que causa o Twitter. Mas a popularidade do programa pode causar o barulho no Twitter como causa a audiência do programa, e os dois fatores se retroalimentam.</p>
<p>Percebi isso no ano passado, quando estava numa festa de casamento soporífera. Na mesa, entre uma taça de espumante e outra, olhei o Twitter no celular e vi que todos os amigos estavam falando do tal do UFC. Fui pra casa assistir. Por pior que fosse, seria mais divertido do que a festa lá. Não curti o UFC, mas nesse caso o barulho no Twitter causou a audiência pelo menos lá em casa.</p>
<p>No Brasil, porém, não conheço nenhum estudo semelhante. Você conhece?</p>
<p>Se você se interessa pelo tema, vale muito a pena ler o livro &#8220;<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=4265&amp;tipo=2&amp;isbn=1118167465">Social TV</a>&#8220;, lançado no ano passado. Ele lança luzes bem curiosas sobre o que vem por aí.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A 18 meses da eleição, pesquisas só medem o grid de largada</title>
		<link>http://afinaldecontas.blogfolha.uol.com.br/2013/03/18/a-18-meses-da-eleicao-pesquisas-so-medem-o-grid-de-largada/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 Mar 2013 14:40:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Soares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A próxima eleição presidencial só vai acontecer em 2014, mas alguns institutos de pesquisa já estão dando início às pesquisas, especialmente quando contratados pelos partidos. PSDB, PT e PSB já contrataram sondagens do público. Não é novidade que as pesquisas <a href="http://afinaldecontas.blogfolha.uol.com.br/2013/03/18/a-18-meses-da-eleicao-pesquisas-so-medem-o-grid-de-largada/">Continue lendo →</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A próxima eleição presidencial só vai acontecer em 2014, mas alguns institutos de pesquisa já estão dando início às pesquisas, especialmente quando contratados pelos partidos. PSDB, PT e PSB já contrataram sondagens do público.</p>
<p>Não é novidade que as pesquisas feitas com tanta antecedência sempre “erram” o resultado. Em parte porque o eleitor só decide em cima da hora, especialmente depois de começar a assistir a propaganda eleitoral. Mas em parte também porque as pesquisas feitas com tanta antecedência têm a serventia principal de testar o cacife dos cavalos antes de a classe política e seus financiadores decidirem em quais irão apostar.</p>
<p>Um bom exemplo é de junho de 2009, quando a CNI <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u578686.shtml">encomendou uma sondagem ao Ibope</a> para ver que cenário os eleitores preferiam para a eleição do ano seguinte. O cenário mais parecido com a eleição foi este:</p>
<blockquote><p>José Serra – 38%<br />
Dilma Rousseff – 18%<br />
Ciro Gomes – 12%<br />
Heloísa Helena – 7%</p></blockquote>
<p>O segundo cenário hipotético, com Aécio Neves como candidato do PSDB, ficou assim:</p>
<blockquote><p>Ciro Gomes – 22%<br />
Dilma Rousseff – 21%<br />
Aécio Neves – 12%<br />
Heloísa Helena – 11%</p></blockquote>
<p>O que essa pesquisa demonstrou é que o nome de Serra era mais conhecido do que o de Aécio. Sem Serra na jogada, mais da metade de quem o conhecia e considerava votar nele espalharia seus votos principalmente para Ciro, depois para Dilma e para Heloísa.</p>
<p>Esse cálculo ajudou a definir a opção do PSDB de apresentar José Serra como candidato, embora o eleitor mesmo só tenha tido algo a ver com o peixe a partir do carnaval de 2010, quando Serra e Dilma, esses notórios festeiros, foram festejar o carnaval no Nordeste.</p>
<p>Na campanha mesmo, Serra entrou, Ciro e Heloísa não concorreram e Dilma, uma quase desconhecida em 2009, ganhou a eleição. Marina Silva, que sequer era mencionada na pesquisa de 2009, foi a maior surpresa da campanha, tirando votos dos dois favoritos.</p>
<p>Até o início da campanha, as pesquisas mediram isto:</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://f.i.uol.com.br/folha/brasil/images/1014299.gif" alt="" width="550" height="405" /></p>
<p>A esta altura, o que a pesquisa pode medir é o quanto os nomes são conhecidos, não exatamente em quem o eleitor vai votar. Porque isso ele só decide depois que está sendo bombardeado pela propaganda eleitoral.</p>
<p>O que pesquisas tão antecipadas assim definem mesmo é o grid de largada.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Ao menos 70% dos Papas foram italianos</title>
		<link>http://afinaldecontas.blogfolha.uol.com.br/2013/03/13/ao-menos-70-dos-papas-foram-italianos/</link>
		<comments>http://afinaldecontas.blogfolha.uol.com.br/2013/03/13/ao-menos-70-dos-papas-foram-italianos/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 13 Mar 2013 20:31:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Soares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://afinaldecontas.blogfolha.uol.com.br/?p=1205</guid>
		<description><![CDATA[Sete a cada dez dos comandantes da Igreja Católica desde o tempo de Cristo eram italianos &#8211; e, não fosse a grande migração de italianos para a Argentina no final do século 19, Jorge Bergoglio, a partir de agora conhecido <a href="http://afinaldecontas.blogfolha.uol.com.br/2013/03/13/ao-menos-70-dos-papas-foram-italianos/">Continue lendo →</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sete a cada dez dos comandantes da Igreja Católica desde o tempo de Cristo eram italianos &#8211; e, não fosse a grande migração de italianos para a Argentina no final do século 19, Jorge Bergoglio, a partir de agora conhecido como Papa Francisco, também o seria. Foram nada menos do que 187 papas italianos.</p>
<p>Apesar de toda a especulação nos últimos 30 dias sobre um possível papa brasileiro (de origem alemã, país que gerou dez papas), a esmagadora dos artigos de opinião publicados a respeito da escolha foi um desperdício de papel e tinta. Simplesmente porque ninguém consegue ter boas fontes num grupo fechado e espalhado pelo mundo, que só se reúne quando o chefe morre ou, raramente, renuncia.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://f.i.uol.com.br/fotografia/2013/03/13/253279-970x600-1.jpeg" alt="" width="582" height="360" /></p>
<p>Dito isso, não é verdade que Bergoglio é o primeiro Papa a sair de fora da Europa.</p>
<p>São Pedro, a quem é atribuída a fundação da Igreja Católica, era galileu &#8211; ou seja, nasceu na região onde hoje fica Israel. De Belém, também onde hoje fica Israel, veio São Evaristo (97-105).</p>
<p>Ainda no Oriente Médio, a Síria já teve cinco Papas: São Aniceto (155-166), João 5º (685-686), Sisínio (708), Constantino (708-715) e Gregório 3º (731-741). A Palestina teve Teodoro 1º (642-649)</p>
<p>Outros três Papas teriam nascido na África: São Vitor 1º (189-198), São Malaquias (311-314) e São Gelásio 1º (492-496). O país não é especificado na tabela, publicada pelo Guardian.</p>
<p>Veja abaixo o resumo por país:</p>
<table width="280" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<col width="125" />
<col width="155" />
<tbody>
<tr>
<td width="125" height="20"><strong>PAÍS</strong></td>
<td width="155"><strong>PAPAS</strong></td>
</tr>
<tr>
<td height="20">Itália</td>
<td align="right">187</td>
</tr>
<tr>
<td height="20">Desconhecido</td>
<td align="right">23</td>
</tr>
<tr>
<td height="20">França</td>
<td align="right">17</td>
</tr>
<tr>
<td height="20">Grécia</td>
<td align="right">10</td>
</tr>
<tr>
<td height="20">Alemanha</td>
<td align="right">7</td>
</tr>
<tr>
<td height="20">Síria</td>
<td align="right">5</td>
</tr>
<tr>
<td height="20">Espanha</td>
<td align="right">3</td>
</tr>
<tr>
<td height="20">África</td>
<td align="right">3</td>
</tr>
<tr>
<td height="20">Israel</td>
<td align="right">2</td>
</tr>
<tr>
<td height="20">Portugal</td>
<td align="right">2</td>
</tr>
<tr>
<td height="20">Áustria</td>
<td align="right">2</td>
</tr>
<tr>
<td height="20">Polônia</td>
<td align="right">1</td>
</tr>
<tr>
<td height="20">Palestina</td>
<td align="right">1</td>
</tr>
<tr>
<td height="20">Croácia</td>
<td align="right">1</td>
</tr>
<tr>
<td height="20">Argentina</td>
<td align="right">1</td>
</tr>
<tr>
<td height="20">Holanda</td>
<td align="right">1</td>
</tr>
<tr>
<td height="20">Inglaterra</td>
<td align="right">1</td>
</tr>
<tr>
<td height="20">Total geral</td>
<td align="right">267</td>
</tr>
</tbody>
</table>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://afinaldecontas.blogfolha.uol.com.br/2013/03/13/ao-menos-70-dos-papas-foram-italianos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Países apoiam governo transparente, mas só &#8220;até ali&#8221;</title>
		<link>http://afinaldecontas.blogfolha.uol.com.br/2013/03/12/paises-apoiam-governo-transparente-mas-so-ate-ali/</link>
		<comments>http://afinaldecontas.blogfolha.uol.com.br/2013/03/12/paises-apoiam-governo-transparente-mas-so-ate-ali/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 12 Mar 2013 15:07:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Soares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direito de Acesso]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://afinaldecontas.blogfolha.uol.com.br/?p=1203</guid>
		<description><![CDATA[Quem fez as contas foi Toby McIntosh, do FreedomInfo.org. A Parceria pelo Governo Aberto, lançada em 2011 para promover ações de transparência de informações governamentais, tem 58 países signatários, mas só seis (incluindo o Brasil, com uma ressalva) puseram a <a href="http://afinaldecontas.blogfolha.uol.com.br/2013/03/12/paises-apoiam-governo-transparente-mas-so-ate-ali/">Continue lendo →</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem <a href="http://www.freedominfo.org/2013/03/few-governments-providing-financial-support-to-ogp/">fez as contas</a> foi Toby McIntosh, do FreedomInfo.org. A Parceria pelo Governo Aberto, lançada em 2011 para promover ações de transparência de informações governamentais, tem 58 países signatários, mas só seis (incluindo o Brasil, com uma ressalva) puseram a mão no bolso.</p>
<p>Custa caro manter uma estrutura assim, porque tem que fazer reuniões e tal. Como <a href="http://www.opengovpartnership.org/governance-staff-donors">as contas são abertas</a>, dá pra saber quem deu dinheiro.</p>
<p>Contribuições para manter a parceria:</p>
<p>* Fundações (Ford, Hewlett, Omidyar&#8230;): US$ 1,2 milhão<br />
* Governo do Reino Unido: US$ 252,8 mil<br />
* Governo dos EUA:  US$ 200 mil<br />
* Governo da Noruega: US$ 187,8 mil<br />
* Governo da África do Sul: US$ 50 mil<br />
* Governo das Filipinas: US$ 50 mil</p>
<p>Deram grana, mas só para eventos:</p>
<p>* Governo do Brasil: US$ 705 mil (para organizar a conferência da OGP em Brasília, no ano passado)<br />
* Google: US$ 350 mil (para organizar um evento e o site da parceria)</p>
<p>Ou seja: no discurso, todo governo é a favor de governo transparente. Mas só até ali.</p>
<p>O Brasil colocou mais dinheiro do que qualquer outro governo participante, mas possivelmente só para a organização da conferência &#8211; o ganho de imagem com ela, internacionalmente, foi considerável. Para bancar o dia-a-dia, nada.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://afinaldecontas.blogfolha.uol.com.br/2013/03/12/paises-apoiam-governo-transparente-mas-so-ate-ali/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
	</channel>
</rss>
